terça-feira, 13 de dezembro de 2011

DE VOLTA A DELEGACIA: Vizinho Ataca Outra Vez


O proprietário do Bazar da Arte e representante do Projeto Memórias Manoel Messias Moura fora convocado a prestar esclarecimento na Delegacia de polícia de Nossa Sra. das Dores, assunto: barulho produzido pela atividade de música do Projeto Memórias realizada nas dependências do Bazar da Arte, local gentilmente cedido pelo proprietário para que essa obra social tão relevante acontecesse. Vale lembrar que tais atividades foram suspensas há muitos dias pelos coordenadores da referida instituição em respeito ao vizinho reclamante, pois bem, pensava-se que depois de “quebrar as cordadas dos violões dos alunos, furar as peles dos instrumentos de percussão, entupir os trompetes e as flautas desses,” o problema estaria assim sanado, engano! Pois nessa terça-feira dia 13 de dezembro estavam lá na delegacia de polícia de Nossa Sra. das Dores respondendo pelo “crime de formação de bons cidadãos” Manoel Messias Moura, acompanhado de alguns alunos da oficina de música e do também coordenador do Projeto Memórias, o Professor João Paulo Araujo de Carvalho dando apoio moral.
No entanto, cabe aqui algumas perguntas: havia necessidade desse vizinho expor mais uma vez a constrangimentos os donos da residência, os alunos do Projeto, e os que estão a frente da referida instituição, mesmo depois de as atividades terem sido suspensas? Será que esse vizinho nunca incomodou as demais aulas do lado de cá com o som de seu carro alto e outras coisas mais vindas do lado de lá, que por sinal seria   vergonhoso para ele se aqui fosse citadas? Será que ele quando lava o seu carro se preocupa em não jogar a água dentro da casa onde funcionam as atividades do Projeto? As imagens gravadas de tais ações feitas por esse cidadão do não deixam ninguém mentir! A quem esse cidadão quer atingir afinal? Sim! Pois a intimação estava endereçada ao Proprietário do Bazar da Arte e não a instituição que supostamente o incomodou com barulho de música.
É bem verdade que esse sentimento de insatisfação e ódio nutrido pelo Proprietário do Bazar da Arte ou pelo Projeto Memórias por parte de tal vizinho não é compartilhado por alguns membros de sua própria família, pois dias antes, a sua esposa procurou Manoel Moura em sua residência para pedir desculpas pelas “atitudes insanas de seu marido”, palavras dela, ressaltando a importância do trabalho social ali desenvolvido pelo Projeto e acrescentando que não tinha nada haver com as atitudes dele e que muitas vezes o aconselhou e que se sentia melhor quando ouvia os alunos do Projeto Memórias tocar os seus instrumentos, disse ainda que "não precisava ele ter enviado a policia na casa de ninguém, pois não estavam lidando com bandidos ou com delinqüentes, que era só um grupo de crianças em uma atividade sadia e que uma boa conversa era o suficiente para não haver nenhum tipo de problema".           
Por fim, ela classificou a “atitude do marido como sendo de uma pessoa de pouca cultura, de uma pessoa que deve aprender a viver e a conviver, especialmente com as coisas boas mesmo que essas incomodem um pouco”. Contudo, Mostrou-se aberta a um acordo de convivência, enfatizando que a atividade de música “não deveria parar, pois esses meninos precisam disso”, inclusive citando um caso de dois meninos conhecido dela cujo comportamento mudou depois de se envolverem com música, sentimento esse compartilhado por Manoel Moura e demais membros do Projeto Memórias, que nesses últimos dias vem sentindo o amargo gosto da “VITÓRIA” do referido vizinho. Portanto, nessa ultima visita a delegacia de policia ficou configurada a seguinte situação: a paz entre os vizinhos ou o vizinho, se restabeleceria com a suspensão do “barulho”, pois o código civil proíbe barulho excessivo. Se foi excessivo, tenho as minhas dúvidas, a única certeza que temos e que como sempre, respeitaremos sim os direitos dos vizinhos, mesmo sabendo que os nossos muitas vezes não foram e não estão sendo respeitados.
Por Manoel Moura

sábado, 12 de novembro de 2011

O PROJETO MEMÓRIAS DIALOGA COM A POLÍCIA SOBRE SUAS ATIVIDADES


Representantes do Projeto Memórias estiveram nessa sexta-feira dia 11 de novembro de 2011 a conversar com o Sargento do destacamento policial militar de N. Sra. das Dores, José Ronalço Ramos sobre as reclamações feitas contra ao Memórias por alguns vizinhos, reclamações essas que tem a ver com as atividades (oficinas) de música desenvolvidas  pela referida instituição.
Mostrando-se solidário a nossa causa, Ronalço Ramos enfatizou a relevante contribuição que o Projeto dar a Nossa Sra. das Dores dizendo as seguintes palavras: “agora que estou sabendo do que se trata vejo que é uma coisa boa pra cidade, eu gosto de cultura, sempre que posso estou participando de palestras e demais atividades culturais, isso é muito bom para os jovens”.
Em seguida, o sargento forneceu explicações sobre a sua abordagem dias antes na sede do Projeto, deu as devidas orientações no sentido de encontrarmos meios de continuar as atividades evitando choque com a vizinhança e estabelecer se possível um acordo de convivência com a outra parte envolvida, de modo que uma das alternativas citada durante a conversa com o Sargento foi a de notificar por escrito a comunidade local a cerca dos dias e horários da realização de tais atividades e criar critérios para isso. Assim sendo, o Projeto Memórias agradece ao Sargento José Ronalço Ramos pelas palavras de apoio, pelas orientações, e por gentilmente se colocar a disposição de todos.  


OBS:Vale dizer que, lamentavelmente tais atividades foram suspensas até que tudo se resolva. Esperamos que o bom senso das pessoas prevaleça.    

Por Manoel Moura

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

DESABAFO

DESABAFO

Estou muito triste, sim, muito triste mesmo! Pois nessa Sexta-feira, dia 4 de novembro de 2011 a viatura da Polícia Militarde Nossa Sra. das Dores parou defronte a sede do Projeto Memórias que fica situada nas dependências do Bazar da Arte. O fato é que os membros do referido Projeto tem nos últimos anos trabalhado voluntariamente em prol do desenvolvimento intelectual da nossa população, e em especial dos nossos jovens, o que por sua vez os protegem de situações de risco, pois bem, acontece que um grupo de adolescentes que são atendidos de forma gratuita por essa instituição foram impedidos de ensaiar algumas músicas que seriam apresentadas no dia seguinte em um dos colégios da nossa cidade.

Sem saírem da viatura, os policiais chamaram os meninos e disseram que eles tinham que parar o barulho ou do contrário iam levar os instrumentos para a delegacia, o que eles alegaram: “os vizinhos” ligaram reclamando, detalhe, os policiais não revelaram quem fez a reclamação,foi o que me contaram os jovens, pois eu estava no momento da abordagem em uma sala editando um vídeo e não vi o ocorrido. Daí pergunto, o mais adequado não seria os, ou “o vizinho” entrar em contato com os representantes da Instituiçãoe quem sabe estabelecer um acordo de convivência antes de ameaça-los enviando a polícia? Será que esses vizinhos, ou o vizinho que reclamou não é um daqueles cujas ações refletem a personalidade de um individuo prepotente, orgulhoso e sem maiores preocupações com o próximo e ao meio ambiente?

O que efetivamente encontraram os policiais ao chegarem no local? Um grupo de jovens usando drogas, bebidas alcoólicas, fazendo sexo ilícito e planejando assaltar as casas dos vizinhos e as suas também? Encontraram esses policias, armas ou instrumentos musicais nas mãos desses adolescentes? Daí eu pergunto a vocês policiais e amigosprotetores da nossa sociedade, e pergunto também aos, ou porque não dizer, ao meu caro vizinhoreclamante, qual é o barulho que perturba mais, as baquetas feita de uma nobre madeira tocando a pele de uma bateria ou o som de um tiro de fuzil adentrando numa janela e atingindo um inocente? Tiro esse que pode muito bem ser acionado por um jovem cujas oportunidades e habilidades tenham sido castradas por atitudes irrefletidas, por um posicionamento meramente egoísta e insano.

Será que os vizinhos, ou o vizinho, é daqueles que já se acostumou com o barulho irritante das sirenes das ambulâncias levando para os hospitais vítimas de atos violentos praticados por certos jovens? Será que não são “esses” uma construção nossa?O que grita mais alto, um acorde de uma guitarra bem tocada ou o soar desafinado da sirene de uma viatura policial perseguindo jovens bandidos e perigosos? Diante do que o mundo apresenta aos nossos jovens, é ou não é relevante o apoio a iniciativas como essa, apresentando possíveis soluções para os eventuais problemas que nos acomete?
Poderiam os policiais ter ido embora sem procurar no ato da abordagem osresponsáveispelo estabelecimento e pela referida instituição a fim de expor a situação dialogando com a outra parte envolvida?

Bem, o fato é que estamos “errados mesmo”, somos efetivamente culpados por não termos dinheiro para construir uma sala acústica para os nossos alunos, e nem mesmo sede própria, somos culpados por eles saírem tristes com os seus instrumentos nas mãos lamentando o ocorrido, somos culpados por nossa cidade não ter um local adequado para os nossos jovens exprimir os seus talentos artísticos, sim, talvez sejamos culpados por muitos deles se tornarem bandidos perigosos, daqueles que matam pais de famílias inocentes para roubar, daqueles que matam sem piedade aqueles que são pagos para nos proteger, vocês policiais.
Sim, talvez mereçamos mesmo ir presos por “perturbarmos” a ordem pública, e de lá da delegacia sermos encaminhados aos magistrados, processados, e condenados pelo crime de formação de bons cidadãos.

Bem, são exatamente três oras da manhã, estou com a cabeça doendo muito, a gastrite a mil, o estômago dói demais, e do meu olho está descendo uma água ardida que alguns chamam de lágrima, e essas caem nos mais variados formatos, lamento, revolta, tristeza, angustia, muito pesar...

Manoel M. Moura


sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Dores e a Bacia do Rio Japaratuba/Expedição e Visita

Notícias
19/10/2011 às
 
Dores e a Bacia do Rio Japaratuba/Expedição e Visita

CBHJ se Reuniu em Dores / A Bacia do Japaratuba
No dia de hoje (19-10), o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Japaratuba (CBHJ), que é composto por membros da sociedade civil, e de representantes de órgãos governamentais, esteve reunido na cidade de Nossa Senhora das Dores.

A data escolhida coincidiu com a semana de comemorações alusivas aos 91 anos de elevação da Vila de Nossa Senhora das Dores para a categoria de Cidade. Já às 07h30 era feito o que foi denominado de “Acolhida”, quando representantes e convidados começavam a se reunir no Bazar da Arte, onde fica situada a sede do Projeto Memórias Dorenses, local previamente convencionado para sediar o início da programação da 1ª Edição do CBHJ em sua 3ª visita técnica.

A acolhida em sua sequencia consistiu na amostra literária, com exibição de vídeos sobre recursos hídricos; as falas, da Presidente do CBHJ, Rosa Cecília Lima Santos, falando sobre o papel do CBHJ; dos representantes da DESO, encerrando com a palavra do prefeito de Dores, Aldon Luiz. Às 08h20 era feita uma visita à Estação de Tratamento da Companhia de Saneamento de Sergipe (DESO), local onde alunos e professores puderam observar cada etapa do tratamento da água antes de chegar até o consumidor, e assim todos tiveram a oportunidade de tirar dúvidas.

À hora do encerramento da 3ª visita técnica da 1ª expedição do CBHJ, a presidente do Comitê, convidou o Prefeito Aldon Luiz, que agradeceu a todos e conclamou quanto à importância da conscientização das pessoas no trato com o meio ambiente. O Presidente do Projeto Memórias Dorenses, Manoel Moura, também participou do encerramento do evento, quando na oportunidade falou que o processo de degradação dos mananciais do município não são exclusivos do nosso tempo, pois na segunda metade do século XIX, o “Código de Postura da Vila de  Nossa Senhora das Dores, no seu artigo 10 constava em forma de lei punição para aqueles que depredassem as chamadas nascentes  do ‘Brejo’, hoje conhecidas como ‘Pedreiras. Completou a fala ressaltando a importância dos Comitês
para a preservação dos mananciais(...).          

ASCOM- Prefeitura Municipal de Nossa Senhora das Dores- Se.Antônio Carlos Rocha-Jornalista Profissional Diplomado-DRT610-Sindijor-Fenaj-MTb- Se.



FOTO: Antônio Carlos Rocha
FOTO: Antônio Carlos Rocha

FOTO: Antônio Carlos Rocha
FOTO: Antônio Carlos Rocha
FOTO: Antônio Carlos Rocha
FOTO: Antônio Carlos Rocha

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

SOLIDÃO POVOADA

EDIÇÃO DE IMAGEM: Manoel M. Moura
SOLIDÃO POVOADA
A MÚSICA NOS FAZ VIAJAR PELO VASTO ESPAÇO 
AFLORANDO OS MAIS PROFUNDOS SENTIMENTOS, 
A MÚSICA É TERÁPICA, ENXUGA AS LÁGRIMAS 
DO BRAVO SOLDADO ESQUECIDO NAS TRINCHEIRAS 
DA SOLIDÃO MINADAS DE  GRÃOS DE AREIAS 
LEVADOS PELOS VIOLENTOS VENTOS 
ARRASADORES DO DESERTO QUE É A MINHA VIDA.
AUTOR: Manoel M. Moura